LUTA FARMACÊUTICA: A importância da resistência sindical e do fortalecimento da classe trabalhadora

 

 

 

Para discutir os efeitos da reforma trabalhista e o papel dos sindicatos dos farmacêuticos no atual cenário político e econômico do Brasil, diretores dos Sinfarpe (Pernambuco), Sinfarce (Ceará), Sinfarn (Rio Grande do Norte) e Sifep (Paraíba) realizaram no último dia 22 (sexta-feira), uma mesa de debates na qual vários temas foram tratados e tirados alguns encaminhamentos de resistência e de ações para manter as entidades em atuação, já que a ameaça de fechamento paira sobre todos os sindicatos do país, em consequência do fim da obrigatoriedade do Imposto Sindical.

 

Como passam por situações semelhantes, as diretorias decidiram discutir em conjunto estratégias e colocar em mesa as principais dificuldades que afetam cada um, bem como seguir modelos de propostas exitosas de CCT's de um determinado estado para o outro. Foram tratados pontos como: campanhas de filiação e de contribuição sindical, desconto assistencial, Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs), Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs), ações judiciais em defesa da categoria, negociações com o patronato, inserção dos sindicatos nas mesas de negociação do setor público e Conselhos Municipais e Estaduais de Saúde, fortalecimento da luta com o apoio da categoria e as condições financeiras das entidades para continuar a luta pelos direitos dos profissionais farmacêuticos.

 

 

O encontro aconteceu na sede do Sindicato dos Farmacêuticos da Paraíba (Sifep), em João Pessoa (PB). O número de filiados e a questão da inadimplência foram itens relevantes na mesa de debates, uma vez que os sindicatos dependem destes dois requisitos para a sobrevivência. Há sindicatos em situações mais difíceis, com um percentual de inadimplência que chega a quase 80%.

 

 

Ficou claro nos debate que os sindicatos continuam em constantes campanhas para conscientizar a categoria sobre a necessidade do pagamento das taxas. Com aprovação em assembleia, o sindicato do Rio Grande do Norte passou a descontar em folha mensal, o percentual de 1% dos vencimentos, referente à filiação dos farmacêuticos.

 

 

Em Pernambuco, conforme apresentou em dados a presidente Veridiana Ribeiro, o número de associados subiu consideravelmente nos últimos quatro anos, passando de pouco mais de 100 para 1.163, mas ainda a inadimplência ainda é considerada alta, em torno de 40%. O valor da anuidade é R$ 100. Os diretores também concordaram que na atual conjuntura os sindicatos devem se ater a prestação dos seus serviços apenas aos filiados, pois tudo é custo.

 

 

Direcionar os benefícios conquistados pelos sindicatos dos farmacêuticos nesses quatro estados foi um dos encaminhamentos tirados na reunião, bem como intensificar a campanha do recolhimento da CS e ampliar a oferta de serviços aos filiados. O encontro foi considerado positivo pelos participantes. Além de Veridiana Ribeiro, o Sinfarpe foi representando pelo diretor Holdack Velôso , pela coordenadora geral da entidade, Andréa Alcântara, e o advogado Josenildo Moraes de Araújo.

 

 

Sindicato é pra lutar. Nenhum direito a menos!

Redação Sinfarpe

 

 

 

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