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Segunda mediação com Sindhospe não avança

18/11/2020

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A presidente do Sinfarpe, Veridiana Ribeiro, e o advogado do sindicato, José Leniro, participaram na manhã desta terça-feira, 17, da segunda reunião de mediação com o Sindhospe, junto ao Ministério Público e à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, para discutir o reajuste dos farmacêuticos, cuja data-base venceu em 1° de maio deste ano. A negociação aconteceu virtualmente, e mais uma vez o sindicato patronal manteve a contraproposta de reajuste a partir de outubro, com retroativos pagos em dezembro.

Na primeira audiência, o MP propôs aos dois sindicatos, o reajuste de acordo com o INPC ( 2,46%) do período, com pagamento a partir de julho deste ano, e o retroativo a partir de janeiro de 2021, em três parcelas. Diante das dificuldades de negociação e da atual situação do país, o Sinfarpe aceitou. A advogada do Sindhospe, Solange Bezerra, levou a proposta aos diretores do sindicato patronal, que não aceitaram. Na segunda mediação, o diálogo não avançou. O patronato usou como desculpa o reajuste zero concedido a quase todas as categorias em negociação, e as que conquistaram aumento, o pagamento a partir de outubro.

O Sinfarpe, porém, não aceitou, e apresentou outra proposta, que foi levada aos patrões. O sindicato pediu o reajuste a partir de agosto, mantendo o retroativo a partir de janeiro em três parcelas. Uma nova audiência foi marcada para o dia 26 deste mês. "A proposta é muito aquém do que os profissionais merecem. Mas, levando-se em conta o momento difícil que a economia está passando, em decorrência da pandemia, e também pela dificuldade que sempre foi negociar com o Sindhospe, apresentamos esta saída. E garanto aos farmacêuticos, que se for aceita, será uma grande conquista. O Sinfarpe tem se empenhado muito em conseguir o melhor para a categoria, mas não tem sido fácil", lamentou Veridiana Ribeiro. A líder sindical lembra que se na terceira reunião não se fechar um acordo, os farmacêuticos podem ficar sem CCT, porque sem consenso o caminho seria o dissídio, mas para instaurar este processo seria necessário o aval das duas entidades sindicais, e o Sindhospe já adiantou que não vai assinar, o que impedirá o Sinfarpe de usar este recurso.

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